Dia da Internet Segura - 2012
  • Home
  • Quem Somos
  • Fala Leitor
  • Para Receber a Revista
  • Anuncie
  • Cadastre-se
  • Busca

ARede


  • Notícias do dia
  • Agenda
  • Revista ARede
  • Fotografite
  • É Nóis
  • RSS

Editorial


Poucas vezes se viu no setor de telecom e tecnologia da informação um movimento de construção de política pública tão acertado quanto a decisão do governo federal de propor às concessionárias de telefonia local a troca das metas de universalização anteriormente definidas — a instalação de postos de serviços de telecomunicações, os PSTs — por extensão da infra-estrutura de banda larga a todos os municípios do país — hoje, mais de 3 mil só se conectam à internet por linha discada.

Trocou-se um serviço de eficácia duvidosa para a população e de difícil gerência por parte das teles, por metas que vão ter relevância econômica e social muito maior para a sociedade brasileira. Com a infra-estrutura de banda larga na porta dos municípios, o custo incremental de puxar a internet para os prédios públicos, o comércio e mesmo as residências é muito menor. Portanto, a cobertura nacional com a rede de banda larga vai representar a possibilidade de o Brasil, mesmo o Brasil dos rincões, fazer sua entrada na Sociedade da Informação pela porta da mais importante das instituições públicas, a escola.

Na negociação da troca de metas o governo solicitou que as teles, como contrapartida, já que a rede de banda larga é um investimento muito mais rentável para elas do que os PSTs, interconectassem à internet, gratuitamente, todas as 170 mil escolas públicas, por quatro anos. Como resultado, elas vão interconectar as 55 mil escolas públicas urbanas, que atendem a mais de 80% dos alunos, por todo o período do atual contrato de concessão, ou seja, dezembro de 2025.

Para se chegar a esse acordo, que deveria ser sacramentado por dois decretos no início de fevereiro, foram dois anos de reuniões técnicas entre a equipe do Ministério das Comunicações e das operadoras. E o projeto só deixou de patinar quando foi apadrinhado pela Casa Civil e Palácio do Planalto, e se transformou em peça importante para atender a uma promessa do presidente Lula em seu discurso de posse no segundo mandato: interligar à internet todas as escolas públicas do país.

O objetivo de melhorar a qualidade do ensino público do país, que passa necessariamente pela conexão das escolas à internet, funcionou como um pólo aglutinador de interesses que nem sempre caminham na mesma direção. Foi uma negociação demorada, difícil e dura. Com resultados que farão do Brasil um país diferente.

Lia Ribeiro Dias
Diretora Editorial

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Enviar
Cancelar
JComments

Adicionar Site aos FavoritosAdicionar Página aos FavoritosTornar Esta Sua Página PrincipalImprimir Esta PáginaSalvar como PDF
Pressione (Ctrl+D) para adicionar a página! Você precisa fazer isto manualmente! Preencha o forumlário abaixo
Close