Dia da Internet Segura - 2012
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Editorial




Como parte de seu trabalho, ARede acompanha, em todo o país,  projetos que usam as tecnologias de informação e comunicação para a inclusão social. A relevância das experiências e a necessidade de reconhecimento, por parte da sociedade, do trabalho que vem sendo feito, muitas vezes em condições extremamente adversas, levou-nos à criação do Prêmio ARede. Em sua primeira edição, recebeu um volume significativo de projetos: 163 inscrições, de diferentes regiões. Foram selecionados oito vencedores por um júri muito qualificado e representativo, que também elegeu a Personalidade do Ano. Os vencedores são o tema da reportagem de capa desta edição especial.

Uma leitura das propostas traz uma importante revelação: a maioria enfatiza processos educacionais ou de capacitação profissional. O que demonstra que a educação, finalmente, tornou-se prioridade: está na agenda de governos, do Terceiro Setor e das empresas. Só com uma educação de qualidade, o Brasil dará um salto em direção a um país desenvolvido e mais igualitário. E as TICs aceleram esse processo por meio do acesso ao conhecimento hoje disponível em rede. Como mostram os projetos premiados. A eles, os nossos parabéns.


TV pública

Com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) pela MP 398, publicada no Diário Oficial do dia 11 de outubro, podemos estar assistindo ao início de uma nova fase na história da comunicação social do país, até então dominada pelos monopólios construídos em torno de famílias. Uma rede de rádio e TV pública, aberta às diferenças de opinião e à diversidade regional, que valorize a produção local, pode fazer uma diferença incomensurável para a democratização dos meios de comunicação. Não basta, no entanto, a criação da EBC. Tudo vai depender da capacidade do Executivo, responsável por garantir parte relevante de sua sustentação financeira com recursos orçamentários e compra de serviços, e da direção dessa S/A de capital fechado, controlada pela União, de construir uma rede realmente pública, e que não seja mera correira de transmissão dos interesses do governo.

A modelagem da EBC, que terá Conselho Curador formado por representantes da sociedade e do governo, permite alimentar grandes esperanças. Há uma preocupação em separar informação governamental do que é informação de interesse público. É a defesa do interesse público que vai dar credibilidade — e audiência — às emissoras da nova rede, especialmente à TV Brasil, fusão da TV Nacional com a TVE.


Lia Ribeiro Dias
Diretora Editorial

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