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HiperNovas - Defensores do Creative Commons são barrados por produtores


Três professores do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito da FGV-RJ foram impedidos de participar da coletiva de imprensa realizada pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), intermediada pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD). Elas alegaram que a coletiva era aberta só para jornalistas, apesar de constar no convite que estariam presentes “membros de gravadoras, sociedades de autores e sites oficiais de vendas de música”. No dia anterior, os professores haviam recebido permissão formal para participar. A FGV integra a Organização Mundial da Propriedade Intelectual como observador permanente.

A IFPI iniciou uma ofensiva contra os usuários do peer-to-peer, tecnologia de compartilhamento de arquivos conhecida por P2P, utilizada em programas como eMule ou Soulseek. A entidade anunciou que 20 brasileiros estão sendo processados, mas não divulgou os nomes. Além disso, disse que vai abrir 8 mil novos processos em 17 países, exigindo indenização. Nos Estados Unidos, a associação de discos local processou mais de 18 mil usuários. “Sete em cada dez pessoas no mundo que baixam músicas da internet o fazem de forma ilegal. Se elas pagassem o valor correspondente a uma xícara de café poderiam adquirir legalmente uma obra de arte para o resto da vida”, declarou John Kennedy, presidente da IFPI. A FGV alega que os artistas não foram contemplados com as indenizações dos processos vencidos pela associação dos produtores nos EUA.

Os professores barrados pretendiam entregar aos jornalistas um comunicado das “entidades defensoras do acesso ao conhecimento”. Além disso, o CTS propõe alterações na lei de direitos autorais. Segundo o novo texto sugerido, a reprodução parcial ou integral de obras intelectuais não infringiria os direitos autorais desde que a finalidade não fosse comercial ou se os efeitos no mercado potencial fossem ínfimos. “As gravadoras precisam buscar um novo modelo de negócios. O que estão fazendo é banir a tecnologia e punir os consumidores em potencial”, afirma Pedro Paranaguá, um dos pesquisadores da FGV barrados na coletiva. Há uma petição online requisitando mudanças na lei.


www.direitorio.fgv.br/cts – Centro de Tecnologia e Sociedade
www.creativecommons.org.br – Creative Commons
www.petitiononline.com/netlivre/petition-sign.html?%3Ea – Petição que solicita alteração na lei de direitos autorais
www.arede.inf.br – em Edições Anteriores, pesquise “BitTorrent: toma lá, dá na web”, artigo que explica a tecnologia P2P.


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