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HiperNovas - Parlamento Europeu rejeita patente de software


O Parlamento Europeu rejeitou, na quarta-feira, 6 de junho, um projeto de lei de patentes de software que as grandes empresas desejavam ver aprovado para proteger suas invenções, informou a agência Reuters. O projeto era apoiado por empresas como Microsoft, Nokia e Siemens e pelos governos da União Européia, que viam a medida como um potencial estímulo ao investimento em tecnologia. O placar foi 648 votos a favor, 14 contra e 18 abstenções.

A decisão foi uma afirmação de poder de parte do Legislativo europeu, que até agora não havia rejeitado uma posição comum dos 25 países-membros. “Esse é mais um marco na história de um Parlamento que está não só assumindo como cumprindo seus deveres”, disse Joseph Borrell, presidente do Parlamento Europeu. A Comissão Européia, órgão executivo da UE, disse que respeitará a decisão e não apresentará um novo projeto de lei nessa área.
Votando pela rejeição do projeto, os membros do Partido Verde usavam camisetas amarelas com a inscrição “sem patentes para o software”, na frente, e “poder para o Parlamento”, nas costas. Os ecologistas e os defensores do software de fonte aberta temiam que a lei proposta sufocasse a inovação ao permitir às grandes empresas patentear software que deveria estar disponível para o público.

Jonas Öberg, vice-presidente da Free Software Foundation Europe, comentou: “Isso reafirma a Convenção Européia de Patentes de 1973, que exclui a patenteabilidade do software. O Escritório de Patentes Europeu (EPO) tem ignorado o tratado dessa convenção e concedeu cerca de 30 mil patentes de software nos últimos anos: isso deve parar hoje! O EPO não deve ter poder de ignorar essas políticas européias!”

No Brasil, a notícia repercutiu, imediatamente, em sites como o www.br-linux.org, onde dezenas de comentários foram postados. Eis alguns: “Essa realmente é uma vitoria significativa, não só para o software livre, mas também para as empressas que não têm patentes e não poderiam pagar para as detentoras dessas patentes”; “Essa, sem dúvida, foi a boa notícia do ano. É claro que, daqui a algum tempo, as grandes corporações vão tentar impor esse tipo de patente novamente. Por isso, o movimento, agora, é na direção de uma educação continuada e não na do descanso (inclusive aqui no Brasil)”.

http://br.news.yahoo.com/050706/5/vhc2.html
www.br-linux.org
www.softwarelivre.org


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