Telecentros - O Casa Brasil ganha novas adesões
Mesmo com o atraso da licitação para a escolha de parceiros, que não foi lançada em abril, como esperado, o programa começou a andar com o apoio de estatais e prefeituras.
Mas não são apenas as empresas estatais que estão aderindo ao programa que, com recursos orçamentários, lançaria uma licitação, adiada de abril para maio, para a escolha de parceiros para a montagem de 89 unidades. De acordo com Maria Helena Schuster, responsável pela área de articulação institucional do Casa Brasil na Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica (Secom), também prefeituras estão se incorporando ao movimento. A Prefeitura de Salvador já firmou um convênio para instalar 18 unidades na capital baiana – ela entra com o imóvel e a manutenção, e o governo federal com os equipamentos, doados pela CEF, e o treinamento. E a prefeitura de Camaçari (BA) vai instalar quatro unidades. Assim, a expectativa do governo é chegar a outubro com mais de 300 Casas Brasil em funcionamento.
“O Casa Brasil não é apenas uma marca, mas um conceito”, resume Maria
Helena. Cada unidade tem que ter, pelo menos, três módulos:
telecentro, sala de leitura e mini-auditório. As unidades mais
sofisticadas, como os Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura, vão
contar ainda com estúdio multimídia e até rádio comunitária. Dos 600
Pontos de Cultura previstos – 71 já foram montados –, 266 vão ser
abertos sob a bandeira do Casa Brasil. Responsável pela padronização visual do Casa Brasil e pela capacitação nos módulos de conhecimento e cidadania – a parte tecnológica está a cargo do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI, da Casa Civil), a Secom trabalha em cooperação com o Ministério da Educação, o da Cultura e o do Desenvolvimento Agrário (este último tem o programa Arca das Letras, de empréstimo de livros). “Nosso papel é articular as diferentes áreas do governo, as estatais, as prefeituras e da sociedade civil”, relata Maria Helena, que acompanhou de perto o projeto piloto do Casa Brasil, em Valente, uma cidade de 40 mil habitantes no sertão baiano.
Instalada em parceria com a ONG Associação dos Pequenos Agricultores do Estado da Bahia-APAEB, a unidade de Valente, com telecentro, sala de leitura e mini-auditório, está atendendo, em média, 3 mil pessoas/mês no telecentro. Tem uma programação cultural intensa, exposição permanente dos trabalhos em sisal das mulheres da região e, este ano,








