A Mandrake compra a Conectiva
A
Conectiva, uma das maiores distribuições Linux no Brasil, foi comprada
pela Mandrake Soft, empresa com escritórios nos Estados Unidos e na
França. A operação, no valor de US$ 2,3 milhões (ou 1.79 milhão de
euros), envolve, de um lado, a compra de todas as ações da Conectiva.
E, de outro, a participação do ABN Amro e da LatinTech, investidores
que controlam a distribuição brasileira, no capital da Mandrake Soft. Segundo
Jaques Rosenzvaig, presidente da Conectiva, o ABN ficou com cerca de 5%
da Mandrake Soft, onde também terá assento no board (fará parte do
conselho de acionistas). O mesmo não acontece com a LatinTech, com uma
participação acionária menor. Na prática, diz o executivo, as duas
empresas vão somar vocações diferentes – a Conectiva na prestação de
serviços e a Mandrake Soft na venda de produtos, graças a uma rede
global de distribuidores e vendas online.
A equipe da
Conectiva continua a mesma. Mas o nome da empresa vai mudar. As
distribuições Linux da Conectiva e da Mandrake Soft também darão lugar
a um novo produto, a ser lançado ainda neste semestre. No Brasil, a
Conectiva tem cerca de 1 milhão de usuários, de acordo com seu
presidente, estimando que, desse total, nos últimos quatro anos, apenas
10% teriam sido comprados diretamente ou em OEM (quando o software já
vem instalado no equipamento). Os demais são donos de cópias instaladas
em estações de trabalho, por exemplo, ligadas a servidores. Porque, no
caso do Linux, não é preciso comprar licença para cada
usuário do sistema.
Criada
em 1995, a Conectiva tem 60 funcionários (com a Mandrake, esse total
vai a 130). Faturou US$ 2,2 milhões no último exercício fiscal, quando
conseguiu seu equilíbrio econômico. O mercado, na opinião de
Rosenzvaig, continuará crescendo. Motivado, entre outros fatores, pela
eletrônica de consumo, que movimenta milhares de aparelhos.








