Editorial
Todos os caminhos levam à
rede. Ou melhor, todos os caminhos estão na rede – também chamada de
internet, mas que repercute para além dos computadores e integra o que
já se considera uma Sociedade da Informação. Estão lá os grandes
ambientes de aprendizagem, em todas as áreas do conhecimento, as artes,
o comportamento humano, os blogs e flogs, as novas formas de trabalho e
de interação entre as pessoas, o futuro das sociedades, os serviços
públicos e a cidadania. Por isso, todos os caminhos
levam à rede, ou deveriam levar, no cenário ideal das democracias e dos
Estados de igualdade. E todo mundo deveria estar lá. Também por isso, o
uso das ferramentas das Tecnologias da Informação e das Comunicações
(TIC) é capaz de acelerar, como nunca se viu, a inclusão das populações
de baixa renda no exercício de seus direitos de cidadãos. Os centros de
acesso à internet para suportar projetos de organização comunitária, ao
lado de canais de comunicação democráticos ou “alternativos”, como as
rádios e as TVs comunitárias, têm o papel de plataformas de lançamento
de oportunidades e de avanço na qualidade de vida das periferias, no
Brasil e em outros países do Terceiro Mundo.
São
iniciativas empreendidas seja pelo poder público seja pela sociedade
civil, fontes de transformação e de uma história, envolvendo
comunidades e personagens, que não é contada pelos meios tradicionais
de comunicação. Falar sobre esses movimentos, descobrir suas
estratégias e melhores práticas, desvendar e trazer a público os seus
protagonistas, alimentar esse movimento com informações úteis, discutir
as políticas públicas que impulsionam esse processo é o objetivo da
revista ARede.
Seu foco é a tecnologia na inclusão
social. E a revista nasce com o propósito de servir de canal entre
essas diversas iniciativas e de torná-las conhecidas pela sociedade
brasileira. Queremos, com ARede, ajudar a entender, a apressar e a
qualificar a aplicação das tecnologias na inclusão social, ao lado de
todos aqueles – governo, terceiro setor, escolas e universidades,
empresas, agentes comunitários, produtores culturais, enfim, o cidadão
brasileiro – que, na medida de suas possibilidades, trabalham
comprometidos com os ideais de igualdade e cidadania, para descobrir um
novo país.
O conteúdo da revista também estará publicado no site www.arede.inf.br,
licenciado no Creative Commons para uso livre não-comercial. Ou seja,
está liberado para a reprodução, uso e distribuição, sem ônus, em
quaisquer ações sem fins lucrativos, que venham contribuir para que,
realmente, todos os caminhos levem todo mundo à rede.
Lia Ribeiro Dias
Diretora Editoral








