/ Especial /
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24/05 - Último debate do primeiro dia tratou do conhecimento livre na rede, com participação de Peter Sunde, um dos criadores do The Pirate Bay.
23/05 - Representantes de iniciativas inovadoras desenvolvidas no Brasil e no mundo debateram as possibilidades do uso da internet na política.
/ NOTÍCIAS DO DIA /
24/05 - Novo regulamento da Anatel retira obrigatoriedade antes existente sobre conexões ADSL. Prevê ainda que provedores guardem os registros de conexão dos usuários por um ano.
23/05 - Levantamento mostra o uso de computadores e internet nas escolas entre setembro e dezembro do ano passado.
23/05 - Dinheiro será usado para restaurar, adaptar e equipar edifício do centro histórico da capital pernambucana.
23/05 - Cursos massivos online, videogames e impressão 3D estão entre as ferramentas que devem se tornar parte do cotidiano.
23/05 - Instituições deverão apoiar as empresas inovadoras que forem escolhidas com recursos de R$ 15 mil a R$ 1 milhão.
/ Agenda /
Empresa financiará dez aplicativos. Inscrições devem ser feitas entre 20 de junho e 31 de agosto.
Além da cobertura, será produzida uma revista colaborativa. Evento acontece de 3 a 6 de julho, em Porto Alegre.
Selecionados receberão bolsa do CNPq por um ano. Inscrições vão até 5 de julho.
Evento acontece em Fortaleza, de 13 a 17 de outubro. Submissão de trabalhos vai até 9 de agosto.
Evento acontece entre 25 e 28 de julho. Inscrições abertas também para o 3º Fórum, até 22 de maio.
/ para ler e baixar /
Lixo eletrônico
Leia a cartilha do Instituto Claro sobre descarte adequado de lixo eletrônico.
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edição 91 - maio 2013 |
Cleber de Jesus Santos, símbolo da geração telecentro
O saber Compartilhado
Entrevista: Cleber de Jesus Santos
Envolvido na montagem de uma distribuidora do Sinapx, projeto de software livre criado pelo seu grupo para atender a micro e pequenas empresas, Cleber de Jesus Santos, 20 anos, está prestes a se tornar um empresário. Mas garante que nunca vai deixar de ser desenvolvedor. Morador da Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, Cleber simboliza uma geração de jovens da periferia que, por meio dos telecentros, aprenderam a navegar na internet, usar o computador e o Linux e a descobrir as vantagens do software de código aberto, programar e compartilhar o conhecimento. Nesta entrevista, ele conta por que se tornou um militante do software livre.Cleber - Participar do Projeto Telecentros foi o que me desenvolveu, na verdade, como programador. Eu já gostava muito de computador, gostava de desenhar no computador da escola municipal, onde tive meu primeiro contato com informática.
Cleber - Comecei no Windows mesmo. Tanto que, quando ganhei meu primeiro computador, na máquina vieram instalados Windows e Linux, e eu pedi a um vizinho para apagar o Linux. Passou um tempo, o telecentro tirou o Windows. Fiquei achando que não podia, tudo o que eu sabia estava lá, era Windows. Teve curso, o pessoal do governo eletrônico treinou os monitores, mas eu era voluntário e os voluntários ficaram de fora. Aí foi minha revolta maior.
Cleber - Aprendi mais rápido que o HTML, porque já mexia com códigos. Se for colocar na balança, aprender Linux é fácil, mas se torna mais complicado do que HTML, porque aprender Linux é voltar ao zero no Windows, esquecer que Windows existe.
Cleber - Hoje, estou trabalhando com o Linux para empresas. Trabalho com programação para internet, aplicativos, para Windows ou para Linux. Formei um grupo que ainda não é grande o suficiente, mas se desenvolve sozinho. Dentro dele, estamos criando uma distribuição Linux. Começamos em setembro de 2004. Entre as empresas para as quais trabalhei, está a Câmara Americana. Foi uma experiência gratificante.
Cleber - Eu já participava de uma comunidade de desenvolvedores PHP na internet, que não tem a ver com Linux, mas com software livre, e me tornei administrador dessa comunidade. Os administradores antigos me deram a oportunidade de criar um fórum. Estamos discutindo o que vai nessa distribuição, o que não vai, como vai ser. Já percorremos um terço do caminho.

Cleber - Foi muito legal. Ele virou para mim e falou "forever hacker!". Olhei meio de lado, sem jeito, e perguntei se ele falava espanhol... aí começamos a conversar.
Cleber - Eu tenho mais coragem para enfrentar o que não conheço, mais garra para ir onde não conseguia. Antes, eu era meio quieto, calado, o conhecimento era meu, eu era um software proprietário. Agora, quero espalhar o que sei e mostrar que, da forma como eu evoluí, muitos outros podem crescer. E, lá na frente, tentar falar não apenas para minha comunidade, mas para o brasileiro, que a gente é capaz de passar um conhecimento enorme e não depender do conhecimento de outros, como a gente depende hoje do software proprietário.













