/ NOTÍCIAS DO DIA /
19/06 - Para Amarc, é preciso debater políticas públicas de financiamento e criar novo marco legal para as comunicações.
19/06 - Serão destinados R$ 100 milhões para educação e pesquisa, empreendedorismo, cidades digitais e implantação de fibra óptica em 55 municípios.
19/06 - São 12 horas de programação na TV Ines, criada pela Acerp e Instituto Nacional de Educação de Surdos.
19/06 - Portaria do Ministério da Ciência e Tecnologia foi publicada nesta quarta.
19/06 - TIM registrou 100% de ocupação das antenas por manifestação em São Paulo.
/ Agenda /
São 24 vagas. Inscrições devem ser feitas de 24 de junho deste ano a 1º de novembro de 2014.
Quinta edição do Teia Centro-Oeste vai debater as perspectivas do Cultura Viva, entre 11 e 13 de julho.
Interessados têm até 5 de julho para se candidatar. Inscrições do evento iniciam em 10 de julho.
Apresentação será em 4 de julho. Será a quinta transmissão online desde 2012.
Encontro Latidudes e Atitudes ocorre de 27 a 29 de agosto no Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo.
/ para ler e baixar /
Lixo eletrônico
Leia a cartilha do Instituto Claro sobre descarte adequado de lixo eletrônico.
|
edição 91 - maio 2013 |
Conexão Social - Quem é quem na rede Gesac
Após concluir o recadastramento de todos os pontos cobertos pela rede Gesac, o Minicom tem um mapa dos usuários e de seu perfil de uso. Vai deslocar 1,4 mil antenas para regiões remotas e quer chegar ao final do ano com pelo menos um ponto Gesac em cada município brasileiro. Lia Ribeiro Dias
Dos 3.072 pontos ativos do programa Gesac, do Ministério das Comunicações, 1,4 mil podem ser atendidos, segundo informações fornecidas pelas concessionárias de telefonia fixa, por suas redes de banda larga. Isso significa que existe possibilidade técnica, nesses locais, de substituir a conexão via satélite, que custa quase R$ 1 mil/mês, por um outro tipo de conexão com preço muito menor – menos de R$ 200,00. Para fazer a troca da conexão e deslocar as antenas para áreas remotas que não têm nenhum tipo de cobertura, o Minicom estuda duas alternativas. A primeira delas, já autorizada pela área jurídica, é um aditivo ao contrato com a Comsat para que ela contrate, no mercado, os provedores de conexão pela melhor oferta que encontrar entre os prestadores de serviço de telecom. Pelo contrato, são permitidos aditivos de até 25% do valor global. A outra alternativa em análise é o Minicom fazer um convênio com o Ministério da Educação, repassando para o FNDE os recursos relativos ao pagamento da conexão que seria, então, contratada diretamente pelas escolas, já que elas são as maiores clientes do programa. Dos 2.882 pontos que se recadastraram junto ao Minicom, 69% estão em escolas. A terceira alternativa, uma licitação das conexões pelo próprio Minicom, foi descartada, porque dificilmente o processo seria concluído até junho. Como este é um ano eleitoral, depois dessa data os governos não podem mais fazer contratações.
“Com o deslocamento dessas 1,4 mil antenas e a instalação de mais mil previstas no contrato, o objetivo da Ministério é chegar ao final de 2006 com um ponto Gesac com conexão em banda larga em cada um dos municípios brasileiros”, assegura Roberto Pinto Martins, secretário de telecomunicações do Minicom.
De acordo com Martins, os pontos que estão nas periferias das grandes cidades e que não podem ser atendidos pelas operadoras locais, continuarão com as antenas. E ele assegura que não há risco de o ponto que perder a antena ficar sem conexão. “Só deslocaremos as antenas dos locais que podem ser atendidos por outras tecnologias”, afirma o secretário de telecomunicações.
Escolas abertas
Com a conclusão do trabalho de recadastramento, que consumiu três meses, o Minicom tem, agora, um perfil completo dos usuários das antenas Gesac. Dos 2.882 pontos que responderam à pesquisa – 147 foram desligados pois estavam sem tráfego há mais de seis meses, e 190 tiveram o sinal bloqueado, porque não se recadastraram –, 58% são escolas estaduais; 17%, escolas municipais; 12%, unidades militares; 3%, associações, sindicatos e cooperativas; 2%, outros; e 8%, não especificaram a atividade.
Um dado chamou a atenção dos coordenadores da pesquisa. Embora a maioria dos pontos esteja em escolas, mais resistentes em abrir seus espaços para a comunidade, 71% dos pontos declaram que são abertos ao público em geral. Nas unidades militares, o índice chega a 90%. Embora os dados relativos à abertura dos pontos para a comunidade sejam uma boa notícia, a má notícia é que 2% dos pontos informaram que os computadores e a conexão à internet não estão disponíveis para todas as pessoas do estabelecimento, sejam eles alunos, funcionários, associados ou usuários.
As respostas dadas pelos usuários da rede Gesac confirmam o levantamento feito pelo Minicom sobre a possibilidade de uma boa parte dos pontos poder ser atendido por outro tipo de conexão à internet, mais barata do que a conexão via satélite: 22% declararam que, no prédio onde está instalado o ponto, há outro tipo de conexão à internet, como ADSL, cabo ou rádio.
O horário de funcionamento dos pontos Gesac


Poucos micros
O baixo número de computadores por ponto Gesac é um indicador relevante de que a conexão em banda larga vem sendo mal aproveitada; ou seja, poderia atender a um número muito maior de usuários, se os pontos de presença estivessem equipados com um número maior de micros. Esse indicador chamou a atenção do secretário do telecomunicações do Minicom. Uma das metas de Martins, agora, é aumentar o número de máquinas nos pontos atendidos pela rede Gesac, seja por meio da compra de mais equipamentos, seja pela articulação do Minicom com outros órgãos e estatais do governo. “Não faz sentido, em termos de custo/benefício, um ponto Gesac ter apenas dois computadores”, diz ele. Pelo levantamento, 5% dos clientes do Gesac têm apenas dois computadores e 14%, só um; 17% têm entre três e cinco; 44%, entre seis e dez; 14%, entre 11 e 20; e 3%, entre 21 e 50%. Os demais não informaram a quantidade de computadores. Na avaliação de Martins, o número mínimo de máquinas por ponto tem que ser cinco. “Temos que perseguir essa meta, combinando esforços”, afirma, informando que o dado preocupante é que 20% possuem nenhum ou, no máximo, dois computadores. A média de estações por ponto de presença é de 7,5 máquinas por ponto.
Também foi constatado que existe, nos pontos Gesac, um grande número de computadores com defeito. Se fossem consertados, ampliariam a base instalada em 25%. Outro dado intrigante é o fato de haver, nos pontos Gesac com conexão à internet, máquinas que, inexplicavelmente, não estão conectadas à rede. Ou seja, 12% dos pontos possuem mais computadores fora da rede do que conectados a ela.

Em termos de sistema operacional do servidor, o Windows, padrão proprietário da Microsoft, tem folgada liderança. Dos pontos que declararam ter servidor de rede (84%), 67% usam alguma versão do Windows. Só 11,5% utilizam o Linux. E os demais não especificaram o sistema operacional. Como decorrência, o pacote de escritório Microsoft Office também é dominante. O controle dos usuários pelos pontos de presença é muito deficiente: 47% nem têm cadastro dos usuários. Entre os que têm algum tipo de controle, a maioria em papel, a média de uso deixa a desejar – 64 usuários/dia, o que resulta em 6,7 usuários por estação.


















